Meu ventre gera a vida.
Destemida que sou,
Contento-me com a espera
Infindável dos sinais.
Vens como companheiro,
Inestimável pequeno.
Vens como caçula,
Com suas culpas, neuras e gulas...
Tranformas e revolucionas.
Aumentas, enches a
Casa de sussuros e
Especulações.
A casa à tua espera.
A tua espera, o meu anseio.
Seio para alimentar,
Braços a te segurar...
Meu ventre gera a tua vida.
Teu pai espera.
Teu irmão espera, impaciente,
Que saias do mundo líquido
e te transformes em gente.
Inestimavelmente.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Pense 20 vezes antes de bater

Educar sem bater é um exercício diário de paciência, de frear impulsos e atitudes que muitas vezes vem arraigadas no nosso inconsciente.
Então, respirar, acalmar, pensar antes de bater é a melhor solução.
Frequentemente achamos que a "birra" da criança pequena é uma ofensa à nós, pais. Na verdade não é nada pessoal. O "não" é o grito de liberdade, imaginem alguém lhes dizendo todo dia, o dia todo, o que você deve fazer? A "birra" é um exercício de independencia, é um protesto, um aviso de que algo está errado.
Criança com sono se transforma, todos sabem disse, então por que não respeitar o sono? Ou a fome? Ou o ambiente? Quem de nós não fica irritado estando em um ambiente que não nos agrade? E quando neste ambiente desagradável alguém nos impede de sair? Respeitar o individuo, com o cuidado maior, já que este individuo em questão não sabe expressar claramente aquilo que sente.
Criança com sono se transforma, todos sabem disse, então por que não respeitar o sono? Ou a fome? Ou o ambiente? Quem de nós não fica irritado estando em um ambiente que não nos agrade? E quando neste ambiente desagradável alguém nos impede de sair? Respeitar o individuo, com o cuidado maior, já que este individuo em questão não sabe expressar claramente aquilo que sente.
Valor valorizar o sentimento das crianças. Vamos fortalecer o respeito e a educação. Respeito é via de mão dupla, e criança aprende pelo exemplo. Sejamos pais humanos, sejamos adultos com bons exemplos para dar.
Aqui vai um texto excelente:
PENSE 20 VEZES ANTES DE BATER
01. Bater em alguém mais fraco é em si um ato de covardia.
02. A palmada tende a ir perdendo seu efeito a longo prazo e a criança aos poucos teme menos a agressão física. A tendência dos pais é, então, bater mais e mais, buscando os efeitos que haviam conseguido anteriormente.
03. A palmada não resolve os conflitos comuns às relações pais e filhos: muitas das crianças que apanham, mesmo sentindo-se magoadas e amedrontadas, enfrentam os pais dizendo que a "palmada não doeu", e o que era apenas um tapinha leve no bumbum, acaba virando uma tremenda surra.
04. A palmada, aos poucos, pode afastar severamente pais e filhos, pois a agressão física, ao invés de fazer a criança pensar no que fez, desperta-lhe raiva contra aquele que a agrediu.
05. Os danos emocionais impostos pela agressão física são geralmente mais duradouros e prejudiciais que a dor física.
06. Bater pode ser uma experiência traumática para a criança não apenas pela dor física que impõe, mas principalmente porque coloca em risco a credibilidade depositada por ela nos pais, que é a base para sentir-se amparada e segura.
07. Acriança não pode se sentir segura se sua segurança depende de uma pessoa que se descontrola e para com a qual tem ressentimentos.
08. A criança que apanha tende a se ver como alguém que não tem valor.
09. Aos poucos a criança aprende a enganar e descobre várias maneiras de esconder suas atitudes com medo da punição.
10. A criança pode aprender a mostrar remorso para diminuir sua punição, sem no entanto senti-lo realmente.
11. Para a criança a palmada anula a sua conduta: é como se ela tivesse pago por seu erro, e por isso pensa que pode vir a cometê-lo de novo.
12. A palmada não ensina à criança o que ela pode fazer, mas apenas o que não pode fazer, sem que saiba ao menos o motivo. A criança só acredita ter agido realmente errado quando alguém lhe explica o porquê e quando percebe que sua atitude afeta ou abala o outro.
13. O medo da palmada pode impedir a criança de agir errado, mas não faz com que ela tenha vontade de agir certo
14. A palmada tem um caráter apenas punitivo, e não educativo; ela pode parecer o caminho mais fácil a ser seguido, porque aparentemente tem o efeito desejado pelos pais. É comum a criança inibir o comportamento indesejado por medo, e não pela convicção de que agiu de maneira inadequada.
15. Muitas das crianças que apanham aprendem a adquirir aquilo que querem através da agressão física e, não raras vezes, apresentam na escola condutas agressivas para com os coleguinhas.
16. Uma palmada, para um adulto, pode parecer inofensiva. Porém é importante saber que cada criança atribui um significado diferente ao fato de “levar umas palmadas”, podendo tornar-se uma experiência marcante em sua vida futura. Além disso, independente da intensidade do bater, o ato continua sendo o mesmo: um ato de violência contra um ser desprotegido.
17. Bater é uma forma de perpetuação da “cultura da violência” tão presente nas relações entre as pessoas nos dias atuais, pois ensina às crianças que os conflitos se resolvem por meio de agressão física.
18. Bater nos filhos muitas vezes acaba por gerar nos pais fortes sentimentos de culpa, o que os leva a procurar compensar sua atitude posteriormente “afrouxando” aquilo que procuravam corrigir.
19. Bater é um atestado de fracasso que os pais passam a si próprios (Zagury, 1985) porque demonstram para a criança que perderam o controle da situação.
20. O sentido da justiça está em fazer aos outros aquilo que gostaríamos que nos fizessem. Quando nós adultos agimos de maneira inadequada, não esperamos punição.
Alguns autores citam como conseqüência da violência física contra criança e adolescente:
• Auto-estima negativa
• Comportamento agressivo
• Dificuldades de relacionamento
• Dificuldades em acreditar nos outros
• Infelicidade generalizada
• Retardamento mental
Em muitos países é proibido castigar fisicamente crianças e jovens em instituições e colégios, mas até o momento,somente a legislação em seis países (Suécia,Finlândia,Noruega,Áustria,Chipre e Dinamarca) proíbe todo tipo de castigo físico a crianças infringido por seus pais e outras pessoas relacionadas com elas.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Evolução e estagnação
O medo é grande, de ficar ou de partir.
E partindo, pra onde e por onde ir?
Finca o pé na terra e descansa.
Porém, a linda paisagem em volta
Também me cansa.
Preciso de alimento pra alma
De calma e de tormento.
Preciso, antes de tudo, de todo o sentimento
Do mundo, lá do fundo do peito.
Encontro a tão ansiada perfeição.
E encontro tudo para o que digo não.
E me perco, buscando a adequação.
Prefiro antes de tudo não ser.
Prefiro perder antes de perceber
Que de fato, eu já não sou.
E partindo, pra onde e por onde ir?
Finca o pé na terra e descansa.
Porém, a linda paisagem em volta
Também me cansa.
Preciso de alimento pra alma
De calma e de tormento.
Preciso, antes de tudo, de todo o sentimento
Do mundo, lá do fundo do peito.
Encontro a tão ansiada perfeição.
E encontro tudo para o que digo não.
E me perco, buscando a adequação.
Prefiro antes de tudo não ser.
Prefiro perder antes de perceber
Que de fato, eu já não sou.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Quem tem filhos sabe. Tem horas que nós, pais, perdemos a paciência mesmo. Essas horas são cruciais e pautam o tipo de relacionamento entre pais e filhos. Você perde a cabeça e bate nos filhos ou respira e conta até 10 (ou 100,se for necessário)? Seu filho confia em você ou teme o pai/mãe que tem? Ele obedece porque entende ou porque tem medo?
A criança é um ser em constante construção e aprendizado. Não podemos esperar de uma criança de 2 anos o entendimento de um adulto de 30. Eles tem suas limitações, por mais espertinhos que pareçam aos olhos dos pais. Criança é instintiva, não podemos tolhir seus instintos, devemos conduzi-los.
A famosa "palmada educativa" é inconsequente. Nenhum pai quer uma relação de medo com os filhos. Devemos respeitar as etapas das crianças.
Não bater não significa não educar. Isso deve estar bem claro. Pais que não batem também sabem educar e não satisfazem todos os desejos da criança. A frustração também é uma maneira de educar, quando usada na hora e frequencia certas. Há outros meios de educar a criança sem recorrer a força ou a lei do mais forte. Como ensinar respeito à criança que apanha? Como ensinar a não bater nos amiguinhos, ou pior, nas crianças menores?
A famosa "palmada educativa" é inconsequente. Nenhum pai quer uma relação de medo com os filhos. Devemos respeitar as etapas das crianças.
Não bater não significa não educar. Isso deve estar bem claro. Pais que não batem também sabem educar e não satisfazem todos os desejos da criança. A frustração também é uma maneira de educar, quando usada na hora e frequencia certas. Há outros meios de educar a criança sem recorrer a força ou a lei do mais forte. Como ensinar respeito à criança que apanha? Como ensinar a não bater nos amiguinhos, ou pior, nas crianças menores?
Está na hora de pensarmos na criança como um individuo. Já foi normal bater em escravos, já foi normal bater em mulher, por que ainda é normal bater em criança? Não está na hora de evoluir?
Ou você bate no empregado quando ele faz alguma coisa errada? O empregado vai aprender pelo tapa ou pela conversa franca e explicativa? E o caixa do supermercado que te deu o troco enganado? Apanha?
Criança merece respeito! Criança feliz não apanha! Pais felizes não batem, mas educam com a certeza de que estão fazendo o certo!
Vamos juntos nessa campanha?
Vamos juntos nessa campanha?
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Maldição
Quando nasci
Fui ungida pela dor,
Condenada pelos anjos
A viver de tristeza.
Cresci pelos cantos,
Minha dor era vergonha.
Fugida dos abraços,
Imaginava trágicas histórias.
Ninguém sabia
-apenas eu-
Que meu destino e sina
Eram os mesmos de Orfeu.
Nas estrelas eu via o frio
E no sol, a fúria dos deuses;
Na noite, a tristeza dos anjos
E em mim, um anjo perdido.
Na minha solidão
Encontrei companheiros:
Vinicius, Drummond, Pessoa, Camões...
Do meu destino, tristeza e sina,
Fez-se o grão da minha vida:
Semente de poesia.
(1999)
Fui ungida pela dor,
Condenada pelos anjos
A viver de tristeza.
Cresci pelos cantos,
Minha dor era vergonha.
Fugida dos abraços,
Imaginava trágicas histórias.
Ninguém sabia
-apenas eu-
Que meu destino e sina
Eram os mesmos de Orfeu.
Nas estrelas eu via o frio
E no sol, a fúria dos deuses;
Na noite, a tristeza dos anjos
E em mim, um anjo perdido.
Na minha solidão
Encontrei companheiros:
Vinicius, Drummond, Pessoa, Camões...
Do meu destino, tristeza e sina,
Fez-se o grão da minha vida:
Semente de poesia.
(1999)
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Agradecimento à Dra. Relva
Sabem aquele dia em que o sol não nasce lá essas coisas, mas dentro da gente há um turbilhão de felicidade sem sentido ?
Hoje o sol nasceu assim pra mim. Maridão desconfiou e achou que eu estava louca, cismou que a TPM tinha chegado antes da hora. O filhote adorou a mãe meio maluca e ria uma gargalhada gostosa. E eu me senti completamente leve. Não sei explicar, devem ser os trânsitos astrológicos, meu inferno astral, sei lá.
Quando estava perto de anoitecer me entristeci momentaneamente. Era hora de dar janta/banho e fazer B dormir. Me entristeci porque sou diurna e assumo, a noite meio que me entristece. Não sou lá muito televisiva. Odeio ficar sem fazer nada. Meus livros me salvam, mas, ontem acabei de ler o último da minha última compra. Peguei filhote no colégio, depois de uma maratona de escritório, fazer as unhas, malhar e ainda compras no supermercado,e resolvi passear no shopping, comprar um livro e me salvar da noite. Comprei, não tinha muita opção porque sabem, cidade do interior agüenta muito mal essa coisa de livros, mas comprei dois livrinhos lançamentinhos que me chamaram atenção.
Chego em casa, exausta como qualquer outra mulher-mãe-profissional-esportista fica quando chega as sete horas da noite. Eis que na mesa da cozinha um envelope branco me salta aos olhos. Pensamento número um: a greve dos correios acabou. Pensamento número dois: Êxtase total.
O olho do tempo chegou direto pelo correio. Vindo de Brasília, pelas mãos do carteiro,mas antes, pelas mãos da Dra. Relva Bonequinha mais linda e amada do país. Na ânsia de ler quase deixo esquentar demais a janta do pequeno. Deixo o livro de lado, roendo as unhas e admirando com o canto dos olhos.
Dei janta, dei banho e fui botar pequeno pra dormir. Quando uma grande idéia (pense grande, Pinky) surgiu na minha cabeça. Vou ver o livro pra B dormir. Abri aleatoriamente e me deparei com a crônica Beta, que sinceramente, me emocionou e fez B ouvir, quietinho, até o final, esse romance com as palavras.
O olho do tempo esta lá, repousando na cabeceira da cama, enquanto dou a última passadinha pela PR. Obrigada Dra, por ser isso tudo que és, e por me salvar da tristeza do anoitecer, ou melhor, de alguns anoiteceres.
Hoje o sol nasceu assim pra mim. Maridão desconfiou e achou que eu estava louca, cismou que a TPM tinha chegado antes da hora. O filhote adorou a mãe meio maluca e ria uma gargalhada gostosa. E eu me senti completamente leve. Não sei explicar, devem ser os trânsitos astrológicos, meu inferno astral, sei lá.
Quando estava perto de anoitecer me entristeci momentaneamente. Era hora de dar janta/banho e fazer B dormir. Me entristeci porque sou diurna e assumo, a noite meio que me entristece. Não sou lá muito televisiva. Odeio ficar sem fazer nada. Meus livros me salvam, mas, ontem acabei de ler o último da minha última compra. Peguei filhote no colégio, depois de uma maratona de escritório, fazer as unhas, malhar e ainda compras no supermercado,e resolvi passear no shopping, comprar um livro e me salvar da noite. Comprei, não tinha muita opção porque sabem, cidade do interior agüenta muito mal essa coisa de livros, mas comprei dois livrinhos lançamentinhos que me chamaram atenção.
Chego em casa, exausta como qualquer outra mulher-mãe-profissional-esportista fica quando chega as sete horas da noite. Eis que na mesa da cozinha um envelope branco me salta aos olhos. Pensamento número um: a greve dos correios acabou. Pensamento número dois: Êxtase total.
O olho do tempo chegou direto pelo correio. Vindo de Brasília, pelas mãos do carteiro,mas antes, pelas mãos da Dra. Relva Bonequinha mais linda e amada do país. Na ânsia de ler quase deixo esquentar demais a janta do pequeno. Deixo o livro de lado, roendo as unhas e admirando com o canto dos olhos.
Dei janta, dei banho e fui botar pequeno pra dormir. Quando uma grande idéia (pense grande, Pinky) surgiu na minha cabeça. Vou ver o livro pra B dormir. Abri aleatoriamente e me deparei com a crônica Beta, que sinceramente, me emocionou e fez B ouvir, quietinho, até o final, esse romance com as palavras.
O olho do tempo esta lá, repousando na cabeceira da cama, enquanto dou a última passadinha pela PR. Obrigada Dra, por ser isso tudo que és, e por me salvar da tristeza do anoitecer, ou melhor, de alguns anoiteceres.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Universo em descompasso
O universo em descompasso:
Do asco do que é velho
À super valorização do novo.
Nossas crianças subjugadas,
Nossos idosos, irreconhecíveis.
E qual o limite do (m)eu?
Num compasso de música,
Num poema rasgado,
Onde mora o ritmo e
Onde mora o pecado?
No poder da mão:
Pro carinho e sedução.
No poder do tapa,
Da dor e da humilhação.
Bettina Stopazzolli
Do asco do que é velho
À super valorização do novo.
Nossas crianças subjugadas,
Nossos idosos, irreconhecíveis.
E qual o limite do (m)eu?
Num compasso de música,
Num poema rasgado,
Onde mora o ritmo e
Onde mora o pecado?
No poder da mão:
Pro carinho e sedução.
No poder do tapa,
Da dor e da humilhação.
Bettina Stopazzolli
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